Sociedade de Estudos de Moçambique

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/CPF/SEM
Title type
Atribuído
Date range
1930 Date is certain to 1974 Date is certain
Dimension and support
Dimensão: 8186 documentos (revistas, mapas, pinturas, revistas, ...) dos quais 7135 fotografias; Suporte: papel, madeira, plástico, entre outros. Polaridade: positivos e negativos; Cor: p/b e a cores; Polaridade: positivos e negativos; Cor: p/b e a cores; Processo fotográfico: gelatina e sal de prata e cromógenea.
Biography or history
A Sociedade de Estudos de Moçambique teve os seus os seus Estatutos, publicados pela Portaria n.° 1185, em 6 de Setembro de 1930.

De acordo com os estatutos aprovados, os objetivos da sociedade eram: contribuir para o estudo e valorização económica de Moçambique; contribuir para o desenvolvimento intelectual, moral e físico dos seus habitantes em geral, e, em especial, dos seus associados.

A sociedade nasce por influência de António Joaquim de Freitas, engenheiro de minas, que entre 1928 e 1954 foi diretor da Repartição de Indústria e Geologia de Moçambique, da Direcção dos Serviços de Geologia e Minas, de Moçambique.

António Joaquim de Freitas foi o sócio número 1 e a ele juntaram-se 101 Sócios Fundadores.

A Sociedade promoveu a realização de estudos, cursos, lições, conferências, congressos, exposições e sessões de cinema. Entre 1931 e 1974 publicou o ‘Boletim da Sociedade de Estudos de Moçambique’, com periodicidade trimestral.

Foi o primeiro Presidente da Direção da Sociedade de Estudos Eduardo Augusto da Azambuja Martins ( ? - 1966), Coronel do Corpo do Estado-Maior.

Sucederam-lhe Joaquim Jardim Granger, engenheiro civil; o João José Soares Zilhão (1886 - 1979) militar (coronel) e administrador colonial português; Mário José Ferreira Mendes, engenheiro, José Cardoso, comandante; António Joaquim Freitas, engenheiro de minas; António Esquivel; João Moreira Rato, militar (Contra-Almirante); Manuel Gomes Guerreiro, engenheiro e João Fernandes Delgado, engenheiro.

A organização nasceu e desenvolveu-se pela vontade, essencialmente de portugueses e brancos que estavam deslocados nas colónias portuguesas, não sendo frequentada ou autorizada a entrada dos pretos, a não ser como funcionários, enquanto jardineiro e a empregada do café. Assim, com os acontecimentos de Setembro de 1974 e a saídas da colónia de Moçambique a Sociedade de Estudos não teve qualquer continuidade.

Acácio da Fonseca Lobo (1924-2013) nasceu e faleceu no Porto. Frequentou o curso de engenharia, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, mas no final de 1949 concorreu para os Correios de Portugal, onde desempenhou vários cargos. Em 1951, os Correios abriram concurso para os Correios de Moçambique, tendo sido classificado e em princípios de 1952 parte para Moçambique. Foi funcionário dos Correios até 1961/62, tendo depois concorrido para os Serviços Administrativos do Centro de Informação e Turismo de Moçambique e aposentou-se em 1970.

Desde 1953/54, a par das suas funções oficiais foi secretário da Sociedade de Estudos de Moçambique. Em dezembro de 1973, razões da vida familiar obrigam-no a regressar à Metrópole

No momento da partida muitas foram as palavras de apreço. Nas palavras Ricardo Saavedra, jornalista radicado em Lourenço Marques, ao serviço do jornal "Notícias" daquela cidade, Acácio Lobo era "considerado como um Secretário Vitalício, talvez porque, durantes esses anos, fez nesta casa, com a inestimável e desinteressada ajuda de sua esposa, um pouco de tudo: bibliotecário, mestre de obras, mestre tipógrafo, revisor, secretário dos congressos, decorador, projetista, sábio, "public relations", moderador de excessos, braço direito e braço esquerdo de muitas direções. Todos o conheciam. Conhecia toda a gente. Se alguns não o aceitavam, era para esses que Acácio Lobo redobrava atenções". Fernando Araújo Lima disse: "Acácio Lobo deixou, para sempre, a Sociedade de Estudos de Moçambique, Lourenço Marques e Moçambique. levou-o, não a morte, mas a vida. É um pouco triste a expressão para sempre. Neste caso traduz a verdade. Ele era, dentro da Sociedade de Estudos, onde trabalhou longos e penosos anos, uma pedra-base, a corda mais insistentemente dedilhada, o fulcro insubstituível dum todo complexo."

Bibliografia: Albino Machava. «Notícia sobre a Sociedade de Estudos de Moçambique, 1930-1974», “Arquivo” (Boletim do Arquivo Histórico de Moçambique) Nº7, Abril 1990, pp.83-98;

Livro de ouro do mundo português: Moçambique. - Lourenço Marques, 1970.

https://delagoabayworld.wordpress.com/2017/02/01/a-sede-da-sociedade-de-estudos-de-mocambique-em-lourenco-marques-anos-60/
Geographic name
Moçambique
Custodial history
Esta parte do arquivo da Sociedade estava à guarda de Acácio Fonseca Lobo, que até 1973, foi seu Secretário. A documentação vinha acondicionada em caixas, tendo sido ordenada por ordem cronológica pela Dª Maria do Carmo Lucena Coutinho, funcionária do Sr. Acácio Lobo.
Acquisition information
Documentação adquirida por doação de Acácio de Azevedo Lobo (filho do secretário da SEM, Acácio da Fonseca Lobo), em 2017.
Arrangement
Aguarda tratamento arquivístico.
Access restrictions
Aguarda tratamento arquivístico.
Conditions governing use
Aguarda tratamento arquivístico.
Language of the material
Português e inglês
Other finding aid
Recenseamento disponível em folha de cálculo na Unidade Informativa para consulta.
Creation date
3/29/2022 11:23:56 AM
Last modification
3/29/2022 5:21:07 PM
Record not reviewed.